O idioma oficial do Brasil e a impossibilidade da utilização da Linguagem Neutra
O artigo 13 da Constituição Federal, em seu caput, assim expressa: “Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.”
Ora, se a língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil e assim está definido na própria Constituição Federal, e este idioma não admite a linguagem neutra tal como desejado por uma minoria que desconhece o idioma, é inadmissível de se imaginar que essa tentativa prospere no Brasil, mas, pasme, recentemente até um Ministro do Supremo Tribunal Federal concedeu uma liminar suspendendo os efeitos de uma lei em Rondônia que não admitia nas escolas a utilização da linguagem neutra, o que demonstra que vivemos momentos estranhos neste país.
Ora, é simples de se entender do porquê a língua portuguesa não admite a linguagem neutra e as razões estão na própria língua portuguesa, que define o gênero pelo artigo empregado na frase, diferentemente do inglês, por exemplo.
Aliás, neste sentido, o jornalista Alexandre Garcia, explicou muito bem em um rápido vídeo divulgado no YouTube, salvo engano, no dia 17/11/2021, onde ele informa de forma bem simples que NÃO é a terminação da palavra na língua portuguesa que define o gênero da palavra, se masculino ou feminino, e SIM o ARTIGO, e neste sentido ele, o próprio Alexandre Garcia, citou alguns exemplos que vou demonstrá-los a seguir:
Palavras masculinas terminadas em a: Um tapa, o pijama, o dilema, o sofá, o sistema, o planeta, o panorama etc.
Palavras femininas terminadas em o: a moto, a tribo, a rádio, a foto etc.
Evidentemente que a complexidade da língua portuguesa não admite que o “e” no final tenha sempre um sentido neutro e basta verificar os seguintes exemplos: o elefante (masculino), a alface (feminino). Também citado pelo jornalista Alexandre Garcia.
Enfim, a língua portuguesa NÃO tem o neutro e nem admite essa possibilidade, e é lamentável que uma minoria, que certamente NÃO estudou esse idioma como deveria, está hoje lutando por algo que é impossível de se imaginar neste idioma, o que é admitido, como já foi dito, no idioma inglês, mas por razões de regras linguísticas de origem totalmente diferentes.
Pois bem! Agora nos resta acreditar que o Ministro do STF que concedeu recentemente uma liminar suspendendo os efeitos de uma lei que não autorizava a utilização da linguagem neutra nas escolas de Rondônia, reveja o seu posicionamento e que o Plenário, já que este tema está sendo levado para o julgamento de todos, não mantenha essa suspensão, pois caso isto aconteça, teremos que alterar também a Constituição Federal em seu art. 13, como foi citado acima, criando-se assim um novo idioma oficial da República Federativa do Brasil.

